Domingo, Outubro 16, 2005

O site que faltava...

... aos compositores!
Sim, caros amigos da ESML e afins, deixem-se lá de matemáticas e ideias luminosas de escrever coisas que ninguém entende! Deixem-se de utopias que essas peças nunca vão passar na rádio, nunca vão estar no ouvido da pessoa da rua. Esqueçam lá essas cenas da intelectualidade que assim ninguém faz dinheiro!
Visitem o seguinte site e testem as vossas músicas (TONAIS, de preferência... se possível só com I, IV e V graus... senão já destoa). Vejam se, realmente, têm jeito para compor, senão, o melhor é procurarem emprego no KFC ou algo do género, porque o que a malta quer é curtir ao som de uma música fixe!
Não é disso que falámos em Estética, na semana passada? A música como animadora dos espíritos dos desafortunados seres humanos?
Então? De que estão à espera? Dêem às pessoas o que elas querem e conquistem o mundo da maneira subliminar que apenas vocês, caros compositores, são capazes!
Não temam! O mundo da fama e da fortuna pode estar num simples site de internet! Não deixem de visitar!

Infelizmente, este não é um produto "O Gato Preto", mas encarem-no como se fosse. Estes senhores registaram a patente poucos segundos antes de nós... senão, o produto seria nosso, sem dúvida. Mas não estamos aqui para lixar a vida a ninguém. Coitados, estes tipos estão só agora a começar e nós já temos anos e anos de experiência nestas coisas, portanto, damos-lhes um desconto... desta vez... Mas que isto não se repita, hem??

Ah, e agora a sério! Muito obrigada, Ana Coelho, pela sugestão que fizeste no teu blog. Deu azo à minha imaginação! Espero que não te importes que tenha citado aqui o mesmo site que tu, mas, como estou directamente ligada à música, não pude resistir! (E repara como a abordagem é totalmente diferente!)

www.hitsongscience.com

Visitem! Vale a pena o tempo que "perdem"...

6 Comments:

Anonymous Anónimo said...

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16 Outubro, 2005  
Blogger Ana Coelho said...

Claro que não há problema e agradeço-te a visita no meu site! Vai aparecendo, agora como estpu em aulas é me dificil ter tempo para ver blogs mas prometo passar com mais tempo!*****

17 Outubro, 2005  
Blogger zeberlau said...

Bem...de facto, que há por ai umas ovelhas tresmalhadas isso há! Como é que é possivel?...Agora tb existe a "fast music"...qualqyer dia deixa de existir o conceito de "obeso" e "preguiçoso" como o conhecemos...E passa a ser uma constante na nossa vida...(mais ainda)...realmente, se temos as novelas da TVI e a "1ª Companhia" para quÊ tar a chatear os miolos...isso é pra requintados e gays...o que é bom é uma boa cerveja e um jogo de futebol depois de um dia de trabalho...cultura cultura...pfff...palhaços!...(lol) bjs

21 Outubro, 2005  
Anonymous Anónimo said...

Bom fim de semana!!;)

David

www.mylifeisamovie2.blogspot.com

05 Novembro, 2005  
Blogger H. said...

Uma passagem apressada… um olá, um outro pequeno adeus, um grande obrigada. Ando consumida pelo tempo e lutando contra amarras de sonhos que me prendem e me libertam. Ando assim, vivendo por aí, procurando a alma em todo o lado. Ando mais distante, eu sei. Mas em breve voltarei eu. Ou um outro eu. Todos os dias.
Só para dizer... Obrigado pelas visitas.
E não, NÃO ME VOU EMBORA! Apenas o nome e o endereço mudaram... Agora sou em: www.aquelelugarperdido.blogspot.com
Vão e voltem sempre. É também por vós que continuo.
Bjo *

Lost

09 Novembro, 2005  
Anonymous Manuel Durão said...

Sou estudante de composição na Escola Superior de Música de Lisboa e não resisti a comentar esta entrada do Blog, mesmo não tendo a certeza se esta é ou não irónica. O problema que abordas é verdadeiro e existe em muitas mentes e por ser um assunto importante para a Música e para a Humanidade, só poderia estar incluído num Blog de boa qualidade como o teu (parabéns!).

A música – pode não parecer – mas é uma arte com raízes históricas profundíssimas, tão profundas que é impossível conhecer os seus primórdios. O som não se conserva, propaga-se, e como tal, a música feita há milhares de anos dissipou-se para o espaço. Como todas as artes evolui com o tempo e na actualidade, a par do cinema, é vendida como produto de consumo (e legitimamente). Mas compor hoje com I, IV e V (música tonal!) é um recuar ao passado, cerca de 120 anos, acrescido da inconsistência da utilização de novos meios tecnológicos com uma linguagem que se extinguiu, pelo desenvolvimento natural da arte, no limiar do séc. XX. É como construir uma casa, com os mais recentes materiais de construção mas onde se insiste em ladear a porta com duas colunas dóricas, encimar o muro com leões de mármore e aplicar um gradeamento de ferro forjado em forma de lanças medievais. É até como decorar a cozinha com um azulejo com folhinhas douradas e colocar maçanetas de portas com um alto relevo em motivos florais. A comparação à arquitectura torna apenas macroscopicamente visível o problema. Tudo com materiais de construção do séc. XXI que pretendem invocar o passado pela via criativamente mais pobre. A música POP e o recentemente denominado som fixe são de acesso rápido, por se relacionarem com o passado e lembrarem o Movimento Trovadoresco medieval: a canção monódica acompanhada num instrumento harmónico e com um bordão rítmico. Já pois a aristocracia medieval vibrava ao som da batida no séc. XIII e XIV.

Existe de facto música contemporânea baseada no requinte estruturalista e matemático, mas há também muitas correntes estéticas que se opõem, e para isso nada melhor que uma curta viagem à secção de música contemporânea num loja. Também há CD’s editados da música que nós, alunos da ESML, admiramos. Há concertos e encontros de música contemporânea aos quais só não assiste quem não quer. A solução para o descrédito dos novos compositores, em parte imposto pela História, não é pois a rendição a outros conceitos estéticos, igualmente admiráveis (mas ultrapassados entretanto pelo desenvolvimento exponencial do estudo do som). Mais importante é partir para o conhecimento da música contemporânea. Mas podemos sempre ouvir uma música fixe quando chegamos a casa.

Manuel Durão (ludos@sapo.pt)

19 Fevereiro, 2006  

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